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Fim do Power BI Premium: o que muda, quando acontece e o que substitui a plataforma 

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    Dataside
  • há 2 dias
  • 6 min de leitura

Fim do Power BI Premium: essa é a mudança que está reorganizando a operação de BI de muitas empresas nos próximos meses.  


Agora, essa estrutura está mudando. 


A Microsoft está encerrando o modelo de capacidade P-SKU e direcionando esses ambientes para o Microsoft Fabric.  


Para quem já tem uma operação de BI funcionando, a questão não é simplesmente trocar uma licença por outra. 


É entender o que essa mudança representa para o ambiente que já existe, e se existe uma oportunidade de fazer essa transição de um jeito melhor do que apenas reproduzir a estrutura atual.  


Neste artigo você entende o que muda com o fim do Power BI Premium, quando o prazo vence para cada tipo de contrato e o que considerar na escolha do substituto. 


Antes de entrarmos nos detalhes, vale dizer que a Dataside atua exatamente nesse tipo de transição de licenciamento e arquitetura. 


A Dataside é especialista em soluções de Data Analytics e Inteligência Artificial, com um time multidisciplinar pronto para conduzir migrações críticas sem interromper a operação do cliente.  


Atuamos em toda a jornada de dados da empresa — da engenharia à governança, do analytics à IA generativa. 


Nosso portfólio inclui serviços como Data Engineering & Architecture, Data Governance, Database Support, Analytics Support, Central de Observabilidade e Microsoft Copilot Studio. 


Se sua empresa ainda opera com uma capacidade Power BI Premium, o momento de planejar a migração é agora — antes que o prazo defina o ritmo por você. Não existe atalho para essa transição, mas existe um time que já fez isso para outras empresas. 



O que é o Power BI Premium e por que a Microsoft está descontinuando o P-SKU? 


O Power BI Premium por capacidade foi desenvolvido para empresas que precisam operar o Power BI em escala. 


Em vez de depender de uma licença individual para cada consumidor, a empresa conta com uma capacidade dedicada para seus relatórios, modelos semânticos, workspaces e outros recursos do Power BI. 


Por anos, esse modelo atendeu organizações com grandes volumes de dados e muitos usuários consumindo informações. 


O cenário de dados, porém, ficou mais amplo. 


Hoje, uma operação de analytics pode envolver Power BI, pipelines, Lakehouse, Data Warehouse, notebooks e inteligência artificial.  


Em vez de manter essas necessidades em estruturas separadas, a Microsoft passou a reuni-las no Microsoft Fabric. 


Por isso, as capacidades P do Power BI Premium estão sendo descontinuadas e substituídas, nesse contexto, pelas capacidades F do Fabric. 



Quando o Power BI Premium deixa de funcionar? 


Não existe uma única data para todas as empresas. 


A capacidade P continua disponível até o fim do contrato vigente. A Microsoft deixou de vender novas capacidades P-SKU e não permite sua renovação nos moldes atuais. 


Isso significa que o primeiro prazo que sua empresa precisa conhecer é simples: 

quando termina o seu contrato atual? 


Quanto maior a antecedência, maior a margem para avaliar o ambiente, definir a estratégia e fazer a transição sem transformar o vencimento em uma corrida contra o relógio. 


Depois do encerramento da assinatura, a Microsoft prevê um período de carência de 30 dias.  


A partir do 31º dia, começam as restrições e, no 91º dia, as operações são rejeitadas até que os workspaces sejam migrados para uma capacidade F ou a capacidade seja excluída. 


Por isso, esperar o contrato acabar para começar a pensar na migração não é uma boa estratégia. 


O prazo de migração começa antes do vencimento. 


O que substitui o Power BI Premium? 


Para as empresas que utilizam Power BI Premium por capacidade, o caminho indicado pela Microsoft é o Microsoft Fabric com capacidades F-SKU


Mas existe uma diferença importante. 


A capacidade do Fabric não fica restrita ao Power BI. Ela pode ser utilizada por diferentes workloads da plataforma, incluindo: 

  • Power BI;  

  • Data Engineering;  

  • Data Factory;  

  • Lakehouse;  

  • Data Warehouse;  

  • Real-Time Intelligence;  

  • workloads de IA.  


Isso muda a forma de pensar a capacidade. 


A questão deixa de ser apenas “qual licença substitui minha P-SKU?” 


Passa a ser: “Qual estrutura faz sentido para os dados e workloads que minha empresa precisa sustentar?” 


P1 vira F64? 


Existe uma correspondência de referência entre as capacidades: 


Power BI Premium 

Microsoft Fabric 

P1 

F64 

P2 

F128 

P3 

F256 

P4 

F512 

P5 

F1024 


Mas essa equivalência não deve ser interpretada como uma troca automática. 


O tamanho adequado depende do consumo do ambiente, dos workloads envolvidos e do que a empresa pretende executar no Fabric. 


Ou seja: uma P1 não necessariamente deve virar simplesmente uma F64 e pronto. 


Essa é uma das decisões que precisam ser avaliadas durante a migração. 


O que muda para quem usa Power BI Premium hoje? 


Para quem está na ponta consumindo um relatório, a mudança pode parecer pequena. 


O Power BI continua sendo a experiência de BI e os relatórios e modelos semânticos continuam fazendo parte do ambiente. 


Para quem administra a plataforma, porém, a conversa muda. 


A capacidade passa a atender diferentes workloads 


No Premium, a capacidade era voltada aos workloads do Power BI. No Fabric, diferentes cargas podem compartilhar a mesma capacidade. 


Isso permite aproximar BI, engenharia de dados e outras etapas da jornada de dados. Também significa que consumo e dimensionamento passam a exigir mais atenção


Um workload pesado de engenharia de dados, por exemplo, pode impactar a capacidade disponível para outros workloads. 


O modelo de custos também muda 


As capacidades F são contratadas no Azure e trabalham com modelos como pay-as-you-go e reserva.


Também existe a possibilidade de pausar a capacidade em determinados cenários. 

Isso pode abrir oportunidades de otimização. 


Mas também significa que olhar apenas para o preço da nova SKU não é suficiente. O custo depende de como a capacidade será utilizada. 


O ambiente pode ir além do BI 


Essa talvez seja uma das principais diferenças. A migração não precisa terminar com o Power BI funcionando em uma nova capacidade. 


Para empresas que já possuem ou planejam workloads de engenharia, analytics e IA, o Fabric pode se tornar uma estrutura mais ampla para a operação de dados. 


E é justamente aí que a migração deixa de ser apenas uma questão de licenciamento. 


Migrar para o Fabric ou apenas trocar a capacidade? 


Essa decisão vai muito além de escolher uma nova capacidade.


Antes de simplesmente replicar o ambiente atual no Fabric, é importante entender se a arquitetura existente ainda faz sentido para o negócio, hoje e no próximo estágio de crescimento.


Enquanto algumas empresas têm capacidade subutilizada, outras enfrentam gargalos de performance, workloads distribuídos entre diferentes ferramentas ou uma arquitetura que funciona no presente, mas limita a evolução futura.


Por isso, a migração pode ser também uma oportunidade de revisar, simplificar e preparar o ambiente para o que vem pela frente.


A pergunta não deveria ser apenas “qual capacidade contratar?”, mas “de que ambiente o negócio realmente precisa?”


Essa análise ajuda a tomar uma decisão mais estratégica: evitar tanto o custo de uma capacidade superdimensionada quanto o risco de levar os mesmos gargalos para uma nova plataforma.


Quanto custa migrar do Power BI Premium para o Microsoft Fabric?


Não existe um valor único para essa migração.


O investimento depende da capacidade necessária, do consumo, dos workloads, da arquitetura e do modelo de contratação.


Por isso, comparar apenas o custo da capacidade P atual com o preço de uma capacidade F pode não mostrar o custo real da operação.


Também é preciso considerar o que pode ser otimizado no ambiente e quais recursos serão necessários depois da migração.


Em alguns cenários, a mudança pode abrir espaço para uma operação mais eficiente.


Em outros, será necessário rever capacidade e arquitetura para evitar aumento de custos.


A resposta está no ambiente de cada empresa.


Como planejar a migração para o Microsoft Fabric?


A Microsoft oferece o caminho tecnológico para essa transição.


A questão é entender qual caminho faz sentido para cada ambiente.


Uma migração corporativa envolve decisões sobre capacidade, arquitetura, workloads, performance, governança e custos.


E essas decisões não deveriam começar na data de vencimento do contrato.


Quanto antes a empresa entender seu cenário, mais espaço existe para avaliar alternativas e conduzir a mudança sem comprometer a operação.


É por isso que uma migração bem planejada começa pelo ambiente atual — e não pela escolha de uma nova SKU.


Migração para o Microsoft Fabric com a Dataside


É justamente nessa etapa que a Dataside pode fazer a diferença.


A Dataside conduz a migração de ponta a ponta, começando pelo entendimento do ambiente atual e avançando até a operação e otimização do novo ambiente.


A jornada envolve:


A jornada passa pelo assessment do consumo e dos workloads, pelo planejamento da estratégia e da capacidade mais adequada, pela execução da transição com foco na continuidade da operação, e pela otimização contínua do ambiente no Fabric.   


Como parceira Microsoft, com Advanced Specializations e habilitação no Frontier Accelerate, a Dataside também pode avaliar a elegibilidade do projeto aos programas de incentivo da fabricante.


Quando aplicável, isso pode abrir oportunidades para reduzir o investimento da migração.


Mais do que trocar uma capacidade P por uma F, a proposta é aproveitar a mudança para construir um ambiente que acompanhe os próximos passos da empresa.


Sua empresa ainda utiliza Power BI Premium por capacidade?


Avalie seu cenário de migração para o Microsoft Fabric e descubra se o projeto pode se beneficiar dos programas de incentivo da Microsoft.



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