VOCÊ SABE FAZER UMA BOA VISUALIZAÇÃO DE DADOS?


O dataholic Gabriel Carvalho produziu um conteúdo especial para te ajudar a entender melhor sobre visualização de dados. Bora conferir?!


Fala pessoal!! Me chamo Gabriel, sou consultor de Business Intelligence e muito apaixonado por design e visualização de dados. Nesse meu primeiro post do ano eu gostaria de falar um pouco sobre como construir um bom gráfico e a importância disso.

A visualização de informação sempre esteve presente no nosso dia a dia, em placas de trânsito, folders, anúncios na internet, aplicativos, etc. Principalmente nas empresas, que por traz dos dashboards e relatórios existe uma pessoa que irá tomar alguma decisão importante.


É justamente esse ponto que eu irei me basear para este artigo. O que é um bom gráfico para tomada de decisão? O que eu devo considerar? Será que eu uso gráfico de barras ou gráfico de linhas? É melhor tirar o eixo Y e deixar os rótulos? Será que eu deixo essa informação em primeiro ou jogo ela lá pra baixo?


São essas e milhares de outras dúvidas que eu tive quando estava construindo meus primeiros dashboards.


Obs: Meus projetos sempre voltavam com pedidos para reorganizar os objetos na tela e ajuste de cores rsrs.

CONSTRUINDO UM GRÁFICO


Em todos os projetos que eu participei, sempre utilizei o PowerBI e de todas as minhas dúvidas a mais pertinente era: “Será que é melhor o gráfico de linhas ou de barras?”, “e como saber que um é melhor do que o outro?”.


Existem técnicas e boas práticas para apresentar dados que dependem muito do objetivo do projeto e do dashboard. Na imagem abaixo você pode ver vários tipos de visualizações separadas por objetivo:




E de fato isso é muito útil no dia a dia e me ajuda no desenvolvimento dos projetos. Com base nesse mapa mental podemos concluir que, se quisermos mostrar o faturamento de uma empresa por ano a melhor opção seria o gráfico de barras?

A minha resposta para isso é.... depende!!


Veja o exemplo abaixo:


Se considerarmos as boas práticas, sim, esse é um bom gráfico. Ele está sem ruídos, a cor é agradável aos olhos, o título e eixo não estão chamando mais atenção do que o dado, possui rótulos discretos e conta uma boa história (queda no faturamento a partir de julho).


Mas se o seu usuário quiser identificar a queda no faturamento de uma forma mais rápida e visual? Um gráfico de linhas pode suprir essa necessidade:




Repare que a queda está mais visível no gráfico de linhas. Chamando muito mais atenção do que o gráfico de barras.


Porém, não sabemos se realmente os dois gráficos estão cumprindo com seus objetivos.


Para julgar o valor de uma visualização você precisa saber o contexto em que ela está inserida. Se a necessidade do usuário for de identificar as quedas e a variação do faturamento, o gráfico de linhas poderá ser o ideal. Se a necessidade for apenas de acompanhar o faturamento mês-a-mês, o gráfico de barras pode ser a melhor opção.


O que importa é o contexto em que cada visualização está inserida!! E para entender esse contexto você deve fazer algumas perguntas de grande valor antes:


· Quem quer ver isso?

· O que eles querem?

· O que eles precisam?

· Que ideia eu quero transmitir?

· O que eu posso mostrar?

· O que eu devo mostrar?

· Depois de tudo isso, como vou construir?


A qualidade de uma visualização não é medida pelo quão bem ela segue as regras de apresentação apenas.


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